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20 março 2011

Os atores e cineastas que o Brasil exporta

Essa matéria foi escrita por Paulo Henrique Silva no site Cinema em cena em 2008. Mas achei muito interessante (e grande O_O). Depois de ver Alice Braga no filme "Predadores", fui pesquisar sobre os atores brasileiros que estão fazendo sucesso internacionalmente. Então achei essa matéria que se encaixa perfeitamente. Só precisa ser atualizada, pois ja fazem dois anos. Enfim, aproveitem e leiam tudo (se conseguirem) rsrs.

Mesmo depois de superarmos (ufa!) a barreira do reconhecimento do cinema brasileiro em seu próprio território e conquistarmos a aceitação internacional através de prêmios em festivais importantes, muita gente ainda acha que a vitória só estará garantida com a convocação de atores, cineastas e técnicos para trabalhar em filmes realizados nos Estados Unidos. A lógica é simples: se lá em Hollywood se produz o melhor cinema do mundo (ok, não são todos que pensam desta maneira, mas uma boa parte sim), um representante nosso nos créditos é um incontestável sinal de que o nível da cinematografia verde-amarela não está tão distante assim do olimpo.
Quem não sentiu uma ponta de orgulho nacionalista ao ver Alice Braga em Eu Sou a Lenda, ao lado de Will Smith e os sempre bem trabalhados efeitos especiais? E mais: após Smith perambular por Nova York em busca de alguém como ele, imune a um vírus que matou metade da população e transformou a outra parte em criaturas vampirescas, o astro hollywoodiano encontra justamente uma brasileira entre os últimos sobreviventes da Terra. Não é por acaso que atriz, sobrinha de Sônia Braga, aparece numa lista da revista Vanity Fair como uma das 10 novatas mais quentes da meca do cinema, juntamente com Anne Hathaway, Emily Blunt e Amy Adams.

Se achar um ator tupiniquim no elenco principal de uma produção independente já era motivo de festa, imagine então se deparar com um deles numa superprodução, dessas que precisam de milhões de dólares para chegar às salas de exibição. Eu Sou a Lenda é filme assim, bem como 300, a aventura épica com mais testosterona por minuto rodado dos últimos tempos, que tem Rodrigo Santoro como o grande antagonista, na pele do rei Xerxes. Depois de uma breve aparição, sem diálogos, em As Panteras Detonando, Santoro já emplacou seu nome também num dos fenômenos da TV mundial: a série Lost, entrando na terceira temporada para engrossar o número de sobreviventes (outro!) da ilha.

Ainda não é como no futebol, em que o Brasil exporta centenas de jogadores todos os anos, mas já é um começo e tanto para um país que vivia de exemplos esporádicos e que, com raras exceções, não passavam de uma estrela cadente no céu de Hollywood. É preciso lembrar ainda da atriz Fernanda Montenegro, que está no elenco de Amor nos Tempos de Cólera, juntamente com Javier Bardem, sob direção de Mike Newell. Ganhadora do Urso de Prata do Festival de Berlim, e indicada ao Oscar, por Central do Brasil, ela já tinha recusado vários convites para participar de filmes no exterior, pelas dificuldades em interpretar numa outra língua, mas acabou cedendo às insistências do diretor de Quatro Casamentos e um Funeral.

Outro nome que vem fazendo boa figura lá fora é o cineasta Fernando Meirelles, que recentemente comandou Mark Ruffalo e Julianne Moore em Blindness, adaptação do livro Ensaio de uma Cegueira, de José Saramago. O diretor que despontou com Cidade de Deus, pelo qual recebeu uma indicação ao Oscar em sua categoria, assinou a produção internacional O Jardineiro Fiel e passou a freqüentar o rol dos nomes a serem considerados para trabalhos importantes. Antes de os produtores da franquia 007 baterem o martelo em torno de Martin Campbell, Meirelles foi sondado para dirigir Cassino Royale, que marcou a entrada em cena de um novo James Bond, vivido por Daniel Craig.

A grande vitória dessa safra de migrantes é não ficar atrelada ao estereótipo latino. A história de nossos primeiros representantes na indústria do cinema começa justamente aí: alguém ainda se lembra de uma dançarina com uma salada de frutas sobre a cabeça e cantando “o quindim de iáiá”, durante os anos 40 e 50? Estamos falando de Carmen Miranda, que nasceu em Portugal, mas que será sempre lembrada como a “Brazilian Bombshell”. Ela atuou em 13 filmes, entre 1942 e 1953, exibindo seus requebros e badulaques. Chamou tanta atenção nos Estados Unidos, logo se tornando uma das estrelas mais bem pagas, que deixou as marcas de suas mãos e pés na famosa Calçada da Fama. Seu talento, no entanto, ficou limitado à música e a um tipo: o figurino de baiana com balangandãs e turbante, falando inglês macarrônico. Apesar destes pesares, permanece como a única artista brasileira (ou luso-brasileira, como preferir) a ficar no mesmo degrau de popularidade das grandes estrelas do cinema da época.

Rei das chanchadas, Oscarito também tinha tudo para se tornar um dos grandes comediantes das telas se não fosse o medo de sair do país e fracassar. Unanimidade no Brasil em matéria de humor, o ator (que também não nasceu aqui, tendo origem espanhola) recusou a oferta para personificar Passepartout em A Volta ao Mundo em 80 Dias (1956), desperdiçando a chance de trabalhar com gente graúda como David Niven, Shirley MacLaine, Buster Keaton, Marlene Dietrich e John Gielgud. Para o seu lugar, foi convocado o mexicano Mario Moreno, popularmente conhecido como Cantinflas. A recusa de Oscarito em se transferir para Hollywood não aconteceu apenas uma vez. Apareceram convites de Bob Hope e Donald O’Connor, parceiro de Gene Kelly no musical Cantando na Chuva (1952), que seriam os “padrinhos” do chanchadeiro na terra do Tio Sam. No Brasil, ele participou de 47 longas-metragens e até hoje permanece insuperável na arte de fazer rir.

Antes de Carmen Miranda, o Brasil já exportava mão-de-obra para o cinema. O diretor Alberto Cavalcanti não foi para os States, mas construiu uma respeitável carreira como documentarista na Inglaterra, revolucionando o gênero com um viés social, nas décadas de 30 e 40. Suas primeiras experiências aconteceram na França, dentro da vanguarda francesa. Ele trabalhou para a Paramount, um estúdio norte-americano, sem arredar pé de Paris, dirigindo versões francesas de produções realizadas do outro lado do Atlântico. Durante 60 anos, trabalhou como produtor, diretor e cenógrafo em mais de 120 filmes, entre eles o terror Na Solidão da Noite, a sua obra mais bem-sucedida. Cavalcanti retornou ao Brasil nos anos 50, para administrar o estúdio Vera Cruz, mas não foi bem acolhido, sofrendo ataques de vários setores da sociedade devido à sua forte personalidade. É, de longe, o brasileiro com maior currículo no exterior.

Quando o cinema nacional passou a ganhar destaque, com o ciclo do cangaço e o Cinema Novo, uma nova leva de brasileiros pisou em sets estrangeiros. Foi o caso de Alberto Ruschel, ator que começou na chanchada e, ao saber que Cavalcanti regressara ao Brasil para comandar a Vera Cruz, resolveu se mudar para São Paulo, onde atuou em sua produção mais conhecida: O Cangaceiro (1953), de Lima Barreto, eleito o melhor filme de aventura do Festival de Cannes. Juntamente com Marisa Prado, que interpreta uma professorinha no longa, aceitou convite do produtor Manuel Mur Oti e partiu para a Espanha, na esteira de sucesso do bandido de bom coração Teodoro. Durante dois anos no país europeu, de julho de 1954 a março de 1956, entrou no elenco de três filmes: Orgullo, El Puente del Diablo e Há Pasado un Hombre. Já Marisa, que foi descoberta por Cavalcanti, participou de vários melodramas espanhóis e portugueses até o início da década de 60.

Vanja Orico também atuou em O Cangaceiro, mas já tinha estreado em terras estrangeiras antes, quando ganhou uma bolsa de estudos para o Colégio das Irmãs Ursulinas, em Roma. Ainda não pensava em ser atriz de cinema quando, ao passear pela cidade, burlando as rígidas regras das freiras, parou para ver as filmagens de Mulheres e Luzes (1949), de Alberto Lattuada e Federico Fellini. Chamou tanta atenção, devido ao seu estilo brejeiro, que acabou sendo incorporada ao elenco, soltando a voz para cantar uma música da terrinha: “Meu Limão, Meu Limoeiro”. Depois de retornar ao Brasil e atuar em O Cangaceiro, no papel da cangaceira ciumenta Maria Clódia, Vanja ingressou em algumas co-produções estrangeiras e, na década de 60, carregou novamente uma peixeira em Lampião, o Rei do Cangaço e Cangaceiros de Lampião, ambos dirigidos por Carlos Coimbra.

A premiação de outro filme brasileiro no Festival de Cannes, O Pagador de Promessas (1962), que arrebatou a Palma de Ouro, catapultou a carreira de Norma Bengell. O papel da prostituta Marli possibilitou à atriz trabalhar para o celebrado produtor Dino de Laurentis na Itália, o primeiro deles sob direção de Lattuada, em O Mafioso. Ela contracenou com vários atores importantes do período, como Alberto Sordi, Jean-Louis Trintignant e Catherine Deneuve. Bengell teve ainda uma chance em Hollywood, atuando em The Cat Burgler (1965), que mais tarde viraria série de TV.

A Itália foi o principal destino de Florinda Bolkan (Florinda Soares Bulcão, seu nome de batismo), atriz cearense que foi levada para o cinema pelas mãos de Luchino Visconti, que realizou com ela um raro teste de três dias. Sua estréia cinematográfica aconteceu em Intoccabili, Gli (1968), de Giuliano Montaldo e com John Cassavetes e Peter Falk no elenco. A partir de então contou com companheiros famosos nos sets, como Trintignant (Voleur de Crimes) e Marlon Brando (Candy in Rome). Com seu maior incentivador, Visconti, ela trabalhou em Os Deuses Malditos (1969). Pouco depois já era estrela do primeiro time na Itália com Investigação sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita (1970), de Elio Petri, ganhador do Oscar de melhor produção em língua estrangeira.

A turma do Cinema Novo também encontrou espaço lá fora, a começar por Glauber Rocha. A reboque do sucesso de O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1968), Palma de Ouro de direção em Cannes, o cineasta baiano recebe o aval do produtor francês Claude Antoine para uma produção internacional, protagonizada por Jean-Pierre Léaud, ator-fetiche de François Truffaut. Em 22 dias de filmagens no Congo, Glauber realiza uma parábola da revolução africana em O Leão de Sete Cabeças (1969). Um ano depois, embarca para a Espanha, onde filma Cabeças Cortadas. Em 1974, vai para Portugal, palco de As Armas e o Povo, sobre a Revolução dos Cravos. O destino seguinte é Roma, para a realização de Claro, que fecha a carreira européia do fundador do Cinema Novo.

Dirigida por Ruy Guerra, que mais tarde seria seu marido, a atriz Cláudia Ohana protagonizou, em 1982, Erêndira, co-produção entre França, México e Alemanha. Seu papel, como uma garota que é prostituída pela avó (Irene Papas), foi marcante e Cláudia ganhou diversos convites para continuar atuando no exterior, mas só aceitou trabalhar no franco-argentino Les Longs Manteaux, no país vizinho.

Maior sorte teve Cristiana Reali, que, a exemplo de Vanja Orico, teve seu talento dramático descoberto na Europa, mais precisamente na França, para onde foi em 1987 e firmou residência. Casada com o ator e agora diretor Francis Huster, ela se dedicou ao teatro e à televisão, tornando-se uma das atrizes mais reconhecidas do país. Dona de um belo rosto que ilustrou por muito tempo a campanha de uma empresa de cosméticos, Cristiana arrancou elogios da crítica nos últimos meses ao encenar o papel principal na peça Good Canary, dirigida pelo ator John Malkovich. No Brasil, seu nome não é tão badalado. Um bom motivo para isso é que ela fez apenas seis longas-metragens, três deles dirigidos por Claude Lelouch.

A sucessora de Carmen Miranda como grande representante brasileira em Hollywood só viria a aparecer na década de 80, com Sonia Braga – “o melhor produto de exportação do Brasil desde o samba”, de acordo com uma edição da revista Newsweek, em 1982. Após ganhar atenção internacional por sua performance em Dona Flor e Seus Dois Maridos, Eu Te Amo e O Beijo da Mulher Aranha, a atriz passou a exibir a sua sensualidade em solo americano, contratando a agência ICM, uma das grandes da época, para garimpar seu espaço. Em 1988, atuou em duas produções de primeira linha: Rebelião em Milagro, de Robert Redford, com quem dividiu bem mais que o set de filmagens; e Luar Sobre Parador, como a primeira dama de uma republiqueta latino-americana. Sem o mesmo viço de antes, ela continua trabalhando nos Estados Unidos, na televisão ou em filmes independentes – recentemente interpretou a mãe da colombiana Catalina Sandino Moreno em Um Amor Jovem, de Ethan Hawke.

A presença de artistas brasileiros em Hollywood se tornou mais assídua depois de Sônia Braga. O diretor Bruno Barreto, que dirigiu a atriz em Dona Flor e Seus Dois Maridos, voltou a trabalhar com a tia de Alice Braga em sua primeira produção internacional, Gabriela (1982), que trouxe ao Brasil o ator italiano Marcello Mastroianni e o renomado fotógrafo Carlo Di Palma. Tudo com dinheiro saído dos cofres da Metro Goldwyn Mayer. No final dos anos 80, muda de mala e cuia para os Estados Unidos e dirige cinco filmes, de gênero e resultado distintos: Assassinato Sob Duas Bandeiras, Heart of Justice, Atos de Amor, One Tough Cop e Voando Alto.

Nesta mesma época, o diretor Sérgio Toledo, animado com o sucesso de Vera, aceitou comandar uma produção de TV européia, A Guerra de um Homem (1990), protagonizada por Anthony Hopkins e Fernanda Torres, sobre perseguições políticas na América Latina. Toledo, que é filho da atriz Beatriz Segall, retornou ao Brasil e deixou o cinema.

Também na segunda metade da década de 80, a atriz Denise Dumont fez algumas investidas no cinema norte-americano. Com dois diplomas importantes embaixo do braço (arte dramática na New Yoyk University e Actor’s Studio), ela trabalhou com Woody Allen em A Era do Rádio, numa pequena seqüência em que homenageia Carmen Miranda, cantando Tico-Tico no Fubá. Depois apareceu em dois filmes independentes, The Allnighter e Heart of Midnight.

O que ninguém poderia imaginar é que até mesmo o cinema pornô dos States aproveitaria mão-de-obra brasileira. Uma das estrelas dos filmes x-rated de duas décadas atrás era Elle Rio, nome artístico da mineira Maria Tereza, que chegou em Hollywood mostrando um estilo, digamos, mais agressivo de “atuar”. Ela fez fama e deitou na cama, literalmente, em algumas das melhores produções do gênero, como Rio 69 Graus (1986) e Dois em Uma (1988).

Outro nome fundamental do período é Hector Babenco, diretor argentino naturalizado brasileiro que atraiu atores de ponta em sua passagem por Hollywood. Com o sucesso de Pixote, a Lei do Mais Fraco (1980) e da boa adaptação de O Beijo da Mulher Aranha, feito em co-produção com os Estados Unidos e ganhador do Oscar de melhor ator, para William Hurt, ele se cercou de duas feras – Jack Nicholson e Meryl Streep – para tirar do papel o romance Verônica, de William Kennedy, transformado em Ironweed (1987) nos cinemas. A dupla foi nomeada ao grande prêmio da indústria, mas não levou a estatueta para casa. Em Brincando nos Campos do Senhor (1990), voltou a trabalhar no Brasil com dinheiro dos Estados Unidos, trazendo com ele Tom Berenger, John Lithgow e Daryl Hannah.

A contratação de brasileiros não se restringe ao campo da atuação e da direção. A maior prova disso é Affonso Beato (foto), diretor de fotografia que, desde 1974, vem trabalhando com assiduidade nos Estados Unidos e na Europa. Com moradia fixa em Nova York, estabeleceu uma vitoriosa parceria com o espanhol Pedro Almodóvar em A Flor do Meu Segredo, Carne Trêmula e Tudo Sobre Minha Mãe. Também é dele a fotografia de Amor nos Tempos do Cólera.

Mais dois diretores de fotografia deixaram o Brasil, a partir dos anos 90, motivados pela crise do nosso cinema, pós-fechamento da Embrafilme: Lauro Escorel e Edgar Moura. Escorel seguiu para os Estados Unidos e Moura se lançou em produções de Portugal e Cabo Verde, principalmente.

O uruguaio, residente no Brasil, César Charlone tem tudo para seguir os caminhos de Beato. Por enquanto, tem trabalhado apenas nos longas de Fernando Meirelles. Com Cidade de Deus, ele foi indicado ao Oscar da categoria, o que deve abrir as porta para ele. Além de Charlone, outros nomes que se destacaram a partir do filme de Meirelles são o montador Daniel Rezende e o compositor Antônio Pinto. Rezende montou Água Negra, a investida de Walter Salles no cinema de gênero norte-americano, e, como o fotógrafo uruguaio, apareceu entre os cinco nomeados do Oscar pelo trabalho em Cidade de Deus. Antonio Pinto saiu na frente e já tem seu nome vinculado a outros realizadores, assinando a trilha sonora de A Estranha Perfeita e O Senhor da Guerra.

Já adiantamos que Walter Salles passou por Hollywood com um mediano terror fantasmagórico, protagonizado por Jennifer Connelly em 2005. Ao lado de Meirelles, ele faz parte da linha de frente dos cineastas brasileiros na atualidade. Em 2004, com Diários de Motocicleta, foi produzido por Robert Redford, contando com Gael Garcia Bernal no papel do Che Guevara pré-revolucionário. Na França, o diretor de Central do Brasil (indicado ao Oscar de melhor produção estrangeira) conduziu dois curtas para filmes coletivos, um sobre Paris e outro a respeito do cinema. Para 2009, ele prepara adaptação do celebrado livro On the Road, de Jack Kerouac, mais uma vez com dinheiro estrangeiro.

Não podemos deixar de citar Carlos Saldanha, primeiro brasileiro a dirigir um longa de animação nos Estados Unidos. Depois de co-assinar A Era do Gelo (2002) e Robôs (2005), comandou sozinho a continuação estrelada pelos bichos pré-históricos Manfred, Sid e Diego, lançada em 2006. Ele repetirá a dose na terceira parte, prometida para o próximo ano. Também na área de animação, quem vem fazendo bom papel é Fabio Lignini, que trabalha desde o início dos anos 90 para a Dreamworks, criada por Steven Spielberg. Ele foi animador e supervisor de animação de filmes como O Príncipe do Egito, Spirit, O Espanta-Tubarões e Por Água Abaixo. Em Bee Movie (2007), comandou a animação principal dos personagens.

Como podem ver, a lista não é pequena e ainda há vários outros artistas brazucas que trabalharam no exterior e não foram mencionados neste texto. Certamente, o leitor sentirá falta de alguém – adianto um que foi importante pelo tamanho do papel conquistado e pela repercussão do filme: a modelo Clara Choveaux, filha de um francês com uma mineira, que saiu do Brasil em 2000 em direção a França e, três anos depois, recebeu o papel principal de Tirésia, surgindo na tela do jeito que veio ao mundo e com uma prótese peniana. Faltou falar ainda de César Paes e Licínio Azevedo, documentaristas que residem na França e Moçambique, respectivamente.

Logo o artigo precisará ser atualizado, menos por possíveis omissões e mais pela quantidade de brasileiros, diretores, atores e técnicos, com perspectivas de trabalho no cinema produzido em outras partes do globo. O olimpo, afinal, não está muito longe.

Um comentário:

  1. Simplesmente PERFEITO esse artigo nossa, eu tenho um sonho de um dia, quem sabe, tambem ir trabalhar como roteirista ou diretora de seriados nos EUA, esse artigo só me fez ter mais esperanças de um dia conseguir, basta correr atras. Parabens pelo blog.

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