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04 maio 2011

Pinturas de cães sacrificados em abrigos

Vez ou outra você se depara com uma pessoa muito criativa – ou duas – com o empenho e a determinação em fazer a diferença por uma causa que toca o seu coração. Marina Dervan e Mark Barone são duas dessas pessoas. Defendem a sublime causa de tornar os Estados Unidos a primeira nação que não sacrifica cães.

Projeto "An Act of Dog" apresenta nesta pintura em óleo, o cão “Lacey”, sacrificado em outubro de 2010, entre os animais homenageados (Ilustração: Reprodução/An Act of Dog)



Mark e Marina, amantes de cães por décadas, ainda estão em luto por seu cão de 20 anos de idade que morreu no ano passado. Estavam desolados de tristeza, quando decidiram que já era tempo de adotarem um novo cão e iniciaram uma busca online, contatando abrigos e grupos de resgate.


Pintura em óleo do cão “Bagel”, morto em outubro de 2010 (Ilustração: Reprodução/An Act of Dog)

Através dessa pesquisa, descobriram alguns fatos sobre os animais abandonados nos EUA e surpreenderam-se ao constatar que na maioria dos abrigos a taxa de sacrifício chega a 60%. Eles decidiram que precisavam fazer algo quanto a isso.

“Nós simplesmente nos perguntamos… o que podemos fazer? Temos que saber a verdade lá fora e parar essa ultrajante matança”, Marina me disse em um email “Como podemos combinar nossos talentos para modificar essa situação, abrir os olhos das pessoas, para que juntos não permaneçamos em silêncio sobre as coisas que realmente importam?

No dia seguinte, Mark – um artista prolífico – disse a Marina que havia decidido pintar retratos do número total de cães mortos a cada dia nos abrigos dos EUA. A ideia começou a tomar forma quando Marina começou a pesquisar sites e abrigos para determinar o número de cães mortos todos os anos.

Ela descobriu que não é obrigatório notificar o número de mortes em abrigos do país. Aprendeu sobre Asilomar Accords- uma tentativa de padronização da coleta de dados dos abrigos – e por meio da Fundação Maddie’s perceberam que teriam que estimar as conclusões. E assim, calcularam que 5.500 cães são mortos por dia em abrigos nos EUA. Marina e Mark, atualmente, acreditam que o número seja maior, mas concordam com essa estimativa conservadora.

Uma lei para os cães


Marina e Mark apareceram, então, com uma ideia para ajudar a angariar fundos para o resgate de animais e tentar impedir os sacrifícios. Estão tentando levantar U$$ 20 milhões. Sim, U$$ 20 milhões é muito dinheiro, mas é o único caminho que têm para alcançar seus objetivos.

Mark irá criar 5.500 pinturas dos cães que são mortos em abrigos e as exibirá ao público. Como vimos, isto é um cálculo, por baixo, que Marina e Mark fizeram de quantos cães são mortos diariamente nos abrigos dos EUA.

Eles irão apresentar as pinturas em painéis de dez metros, que juntas serão do comprimento de dois campos de futebol. Será uma declaração surpreendente.



Algumas estatísticas preocupantes


Marina declarou que há entre 8-12 milhões de animais por ano que vão para os abrigos. Com a exceção dos fundos privados, abrigos que não matam, a grande maioria dos animais acabará por ser morto, porque não foram adotados “em tempo”. A portaria tipifica, embora cada município é diferente, os mandatos que um animal de rua devem ser reclamados pelo tutor no prazo de 72 horas ou serão sacrificados. Alguns abrigos irão manter o animal por mais tempo, se houver espaço, mas não contemplará todos.


Pintura em óleo do cão “Tuffy”, morto em outubro de 2010 (Ilustração: Reprodução/An Act of Dog)

As pessoas que estão interessadas em participar nesta iniciativa podem visitar o site para doação, visando custear as despesas.

Leia o resto do artigo aqui
E assine a petição para apoiar os abrigos de animais.

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