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12 janeiro 2010

Mundo Fútil²

Outro post do Ideia central que achei interessante:
10 coisas para ter antes de morrer

Que nós vivemos no capitalismo, e que o individualismo e os projetos pessoais são super-valorizados nós já sabemos. Isso se mostra muito presente na mídia e onde quer que paremos para percebê-los.

Foi numa dessas revistas para mulheres.. edição especial da Veja. O título da “reportagem” era “10 coisas para ter antes de morrer”. Eram tópicos, cada um por página, apenas descrevendo o produto e ilustrados com uma foto dele. O primeiro era um jogo de lençóis de algodão egípicio, seguido por coisas como um par de sapatos Manolo Blahnik, um anel solitário de 2 quilates da Tiffany, o celular touch screen da LG com design Prada, entre outros.

São os meios de comunicação trabalhando arduamente para a imposição de padrões de vida e, principalmente, de consumo. Vamos pensar nas pessoas que não podem comprar o que diz uma revista que todos devem ter. Está excluída. Ou até mesmo em quem pode comprar mas se questiona “porque eu tenho que querer isso?”. Outra excluída. Mais uma prova da veracidade da seguinte afirmação: o critério de inclusão é a capacidade de consumo. Se você não consome, está fora. Sinto Muito. Ninguém vai se importar com isso.

Mas a melhor parte da “reportagem” ainda não foi dita: a décima coisa para se ter. “Um dia inteirinho só para você – de folga do trabalho, dos filhos e do marido. Para se divertir, ir à massagem ou pensar na vida”. É quase como um consolo: se você é excluída e não pode comprar, tire o dia livre. Além de encarar como um fardo os papéis sociais que a maioria das mulheres assume: mãe, esposa e profissional.

As revistas femininas em geral esquecem que, talvez, os objetivos da vida não se resumam a consumir. E que ainda existem pessoas que percebem isso claramente…

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