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24 dezembro 2009

Poesia

Poeta Carlos Maia
O conheci a caminho do Recife antigo, pegando carona com minha van, quando tinha acabado de me apresentar na UFRPE. Um poeta maravilhoso. Junto com Aldo Lins, ouvi ótimas poesias na rua da moeda. Infelizmente faz tempo que não os vejo, mas ainda tenho o prazer de receber os emails de Carlos Maia. Com admiração coloco uma de suas poesias, a última que eu recebi, no meu blog.

Tá aqui um poema do dia 23/12/09:

Um poema natalino cruel
Eu queria dizer alguma coisa pura,
mas a pureza já me abandonou
há muito tempo.

Eu queria dizer alguma coisa nobre,
mas a nobreza cata as latas
de lixo nos porões da noite dilacerada
do meu coração,
e não há mais remédio.

Eu queria dizer alguma coisa esperançosa,
mas a esperança
bateu em retirada após incontáveis
desapontamentos.

E não resta mais nada,
a não ser a dor,
que procuro sufocá-la nas drogas
e no álcool.

Eu queria desejar um Feliz Natal,
mas a realidade aí fora
é cruel demais e eu não consigo
ignorá-la.

Carlos Maia.
23/12/09

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